Palminor Rodrigues Ferreira “Lápis” (2008 TV Professor) Música – Curitiba Paraná

Palminor Rodrigues Ferreira, apelidado o Lápis,  nasceu em Curitiba, 5 de outubro de 1942,foi um cantor e compositor popular paranaense.

Caçula de 21 irmãos, aos 12 anos de idade tocava pandeiro na Rádio Marumbi e ganhou um violão de seu irmão Lalo, também músico. Aos 18 anos compôs sua primeira música, “Vestido Branco”. Concluiu apenas o ginásio. Casou-se aos 19 anos, com uma suíça de nome Romana, com quem teve dois filhos, Alexandre (o Grafite) e Palminor Júnior. Dizia: “Se faço música para o povo, tenho que entender e viver suas necessidades. Isso faz parte da vida.” Convivia com artistas e com trabalhadores, fazia apresentações beneficentes, para arrecadar verba para as crianças desamparadas. Morreu pobre, mas com muitos amigos. Foi funcionário da antiga Empresa de Correios e Telégrafos, onde ganhou o apelido de Lápis, por ser “fino, alto e preto”.

Parceiro de Paulinho da Viola, Paulo Vítola, Rubens Rolim, Nicolatti, Micelli, Jorge Segundo, Marco Aurélio e outros. Produziu músicas para os Originais do Samba, Eliana Pittman (“Silêncio”), Dóris Monteiro (gravou sambas-enredo:”Liberdade” e “Volta do sertanejo”). Apresentou-se com Jorge Ben, no Coutry Club, acompanhou por mais de um ano a cantora Maria Odete.

Gravou o LP “Dia de Arlequim”. Integrou o conjunto “Bitten-4”, formado por Fernando, Anadir e Dalton, gravou “Manhã de Sol” – na Sam Jazz Quintet, de Curitiba. Apresentaram-se na TV Tupi, do Rio de Janeiro. Ganhou o 1º Festival Paranaense de Música Popular Brasileira realizado pela TV Paranaense com a canção “Roteiro”. Um dos mais famosos shows foi o “Funeral para um Rei Negro” que apresentou no Teatro Guaíra.

Foi o primeiro cantor e compositor a depor no Museu da Imagem e do Som do Paraná. Duas vezes classificado para no Festival Internacional da Canção no Rio de Janeiro, numa delas conquistou a sexta colocação, com a canção “Roteiro”. Classificou-se no Festival “Punta del Leste procura su canción”. Participou e trabalhou com muita gente como o Quarteto Cido, acompanhou Eliana Pittman, apresentou-se ao lado de Rosinha Valença, na estreia do Casa Grande a convite de Sérgio Cabral. Gravou alguns taipes para a Rede Globo, fez turnê pela Europa onde se apresentou em 86 boates (aos 24 anos).

Faleceu em Curitiba, 11 de fevereiro de 1978

Comentarios 2

  1. Sandra Mara Rizzardi

    Estou fazendo um curso sobre arte. E a professora comentou sobre Lapis e suas composições. Já o conhecia pois meus familiares eram vizinho de sua família e quando ele aparecia na TV minha mãe dizoa. – Esse autor era.nisso vizinho nas Merces. Fiquei curiosa em conhecer melhor sua obra para poder passar sua história para meus alunos.

  2. Andrea Cristina Lisboa de Miranda

    Estou adorando o MEMORIAS PARANÁ!
    Há quanto tempo eu não tinha a oportunidade de de ver e rever esses personagens tão queridos e marcantes da nossa História!
    Quando estava na faculdade, no século passado rsrsrsrs, conheci a história de Lápis, não em minhas aulas no curso de Educação Artística, mas sim, no bar Arlequim bem atrás do Teatro Guaira! Eu, ainda adolescente e curiosíssima de tudo, fiquem encantada com aquele “porão dançante” que homenageava Lápis com seu nome, sua decoração e aquele belíssimo arlequim em 3d na fachada!
    Na época, o bar Arlequim fazia parte de um projeto de pesquisa independente que junto com algumas amigas colegas de faculdade, desenvolvemos para uma exposição no Conjunto Cultural da CAIXA, o “Rollmops, monografia de bares”.
    Tempo saudoso!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *