Erbo Stenzel (2008 TV Professor) Artes Plásticas – Curitiba – Paraná

Erbo Stenzel nasceu em 1911 e seus pais, João e Maria Stenzel, descendentes de alemães e austríacos moravam em Curitiba neste ano. O casal teve oito filhos, sendo quatro mulheres e quatro homens.

Erbo quando criança estudou na Deutsche Shüle (Escola Alemã), que se situava onde hoje está a Praça Dezenove de Dezembro.

Iniciou sua formação, no campo as artes plásticas, com Lange de Morretes e mais tarde Turin. Frequentou, no Rio de Janeiro, a Escola Nacional de Belas Artes e o Liceu de Artes e Ofícios. Sua produção global compreende: desenhos, gravuras e esculturas.

Ao longo de sua vida, por questões de sobrevivência, não se dedicou exclusivamente às artes plásticas. Trabalhou na Machine Cottons Limitad, de 17 de janeiro de 1927 a 31 de junho de 1930, na Fábrica de Móveis e Imagens de Gerd Claassen e Kaminski, foi modelador de 1° de novembro de 1933 a 24 de dezembro de 1934. Também trabalhou no Departamento de Terras e Colonização, como desenhista auxiliar, de setembro de 1936 até fevereiro de 1939, quando pediu demissão e transferiu-se para o Rio de Janeiro para dedicar-se aos estudos.

Fixou residência no Rio por aproximadamente 10 anos, período em que aprofundou seus estudos como escultor e posteriormente como gravador, retornando a Curitiba em 1949 para lecionar na Escola de Música e Belas Artes do Paraná, assumindo interinamente a cadeira de Anatomia e Fisiologia Artística como professor catedrático, tendo sido efetivado em setembro de 1968. Foi também contratado pela Secretária de Educação e Cultura, como inspetor de alunos do Instituto de Educação em maio de 1950.

O processo de formação de novos artistas dedicados à arte escultórica era dificultado pela falta de um atelier com dimensões próprias para o desenvolvimento das atividades pertinentes a esta arte. Em 1950 montou o seu atelier na Rua Nilo Peçanha.

Entre a produção de seus trabalhos artísticos e a atividade docente, Erbo dedicava-se também seu tempo aos estudos de xadrez, que lhe rendeu muitos prêmios e reconhecimento nesta área.

Recebeu vários convites para participar, como jurado, em salões de arte, entre eles:

  • II Salão de Artes Plásticas para Novos (1958);
  • 52° Salão Nacional de Belas Artes (1947);
  • 9° Salão Paranaense de Belas Artes (1952);
  • 14* Salão de Belas Artes de Primavera (1962).

Foi também membro da comissão que opinou sobre a aquisição do trabalho de Turin “Luar no Sertão” pela prefeitura de Curitiba em 1965.

Seu interesse pelas artes plásticas transcendia sua própria produção e pode ser avaliado na farta documentação que reuniu sobre as atividades artísticas de seus contemporâneos, como: Zaco Paraná, João Turin, Lange de Morretes, Poty Lazzarotto e alunos como Jair Mendes, Abraão Assad, Fernando Vellozo, entre outros.

Em 1971, quando a paralisia comprometeu sua autonomia, Stenzel deixou a casa onde morava para viver no Lar Dona Ruth, sendo transferido mais tarde para o Lar Betesda da Associação Cristã Menonita, onde morreu no dia 23 de julho de 1980.

Em 22 de junho de 1998 foi inaugurada a Casa Erbo Stenzel, museu destinado a manter o acervo biográficos do artista[4].

Salões Oficiais

  • III Salão Paranaense – “Minha Mãe” – 07 retratos (1934);
  • XLVI Salão Nacional de Belas Artes – “Retrato de J. Turin – Retrato de Colega, medalha de prata (1940);
  • XLVII Salão Nacional de Belas Artes – “Retrato”, busto em gesso tamanho natural, prêmio viagem ao exterior – medalha de prata (1941);
  • XLVIII Salão Nacional de Belas Artes – “Retrato de Poty”, Prêmio Ilustração Brasileira – medalha de prata (1942);
  • VIII São Paulista – “Retrato” – grande medalha de prata (1942);
  • II Salão Fluminense – “Busto” (1942);
  • I Salão de Primavera – Centro de Letras do Paraná– “Busto J. Turin”, prêmio Diretoria Geral de Educação (1943);
  • XLIX Salão Nacional de Belas Artes – “Jorge Campos” busto em gesso – medalha de prata (1943);
  • L Salão Nacional de Belas Artes – “Água pro Morro” estátua em gesso – medalha de prata (1944);
  • LI Salão Nacional de Belas Artes (RJ) – júri div. gravura (1945);
  • LII Salão Nacional de Belas Artes – júri div. escultura (1947);
  • V Salão Paranaense de Belas Artes – “Cabeça de Freyesleben – fora do concurso (1948);
  • VI Salão Paranaense de Belas Artes – medalha de prata (1949);
  • LIV Salão Nacional de Belas Artes (RJ) – júri sec. escultura (1949);
  • VII Salão Paranaense de Belas Artes – “Silveira Neto”, bronze e gesso – “Des. Clotário Portugal, bronze – “Prof. J.F”, bronze – “Poty”, gesso (1950);
  • III Salão de Belas Artes Primavera – Clube Concórdia – “Água pro Morro” – medalha de ouro (1950);
  • VIII Salão Paranaense de Belas Artes – “Júlia Wanderley”, gesso – “Artur Silva”, gesso – “Frederico Virmond”, mármore (1951);
  • IX Salão Paranaense de Belas Artes – comissão julgadora (1952);
  • I Salão de Maio (Curitiba) (1952);
  • V Salão de Belas Artes da Primavera – “Prof. Pacheco da Rocha”, busto – “Dr. Caetano Munhoz da Rocha”, busto – fora do concurso (1952);
  • VI Salão de Belas Artes de Primavera (comemorativo ao I centenário do Paraná) – “Cabeça” – fora do concurso (1953);
  • LVIII Salão Nacional de Belas Artes – medalha de prata (1953);
  • Salão Paulista de Belas Artes – medalha de prata (1953);
  • XIV Salão Paranaense de Belas Artes – “Paula Gomes”, gesso (1957);
  • II Salão de Artes Plásticas para Novos – comissão julgadora (1958);
  • XVII Salão Paranaense de Belas Artes – júri (1960);
  • I Salão Anual de Curitiba – “retrospectiva paranaense” (1960);
  • XIII Salão de Belas Artes de Primavera – Júri (1961);
  • XIV Salão de Belas Artes de Primavera – Júri (1962).

Exposições[6]

  • 1941 – I Exposição Sociedade Amigos de Alfredo Andersen– Edifício Garcez – Curitiba;
  • 1944 – Exposição de Arte Paranaense no Rio de Janeiro – Sociedade Amigos de Alfredo Andersen;
  • 1952 – Exposição Permanente de Artistas Paranaenses – Departamento – Curitiba;
  • 1974 – Três Escultores do Paraná – BADEP– Curitiba;
  • 1975 – Artes e Técnicas Artísticas – BADEP– Curitiba;
  • 1976 – Discípulos de Andersen – Artistas independentes – Curitiba;
  • 1980 – Encontro Nacional de Críticos de Arte – Fundação Cultural de Curitiba – Curitiba;
  • 1986 – Tradição e Contradição – Museu de Arte Contemporânea – Curitiba.

Obras

  • Busto de João Turin – 1940
  • Busto de Poty Lazzarotto – 1948
  • Busto de Allan Kardec – s/d
  • Torso do Trabalhador – 1941
  • Água pro Morro – 1944
  • Krishnamurti – gravura s/d
  • Projeto para o “Homem nu”

Projeto para a “Mulher Nua”

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