Carlos Roberto da Rocha (2015) Medicina – Estácio – Rio de Janeiro

Minha biografia ou minha história começa no dia em que Maria Clementina e Athanagildo se conheceram. A partir daí, namoro, noivado e casamento.

Athanagildo era policial e prático de enfermagem e Maria Clementina, costureira e doméstica.

Nasci em um 15 de outubro, primavera, de 1943 no sobrado de uma casa na rua Miguel de Frias número 64, bairro do Estácio, na cidade do Rio de Janeiro.

Durante muitos anos morei no Rio de janeiro, precisamente até setembro de 1974.

Posso afirmar com convicção que tive uma infância feliz. Pratiquei estripulias, subi em árvores, caí de árvores, fiz balões e pipas, soltei balões pequenos e pipas. Brinquei muito. Inventei brinquedos. Joguei bola na rua em que passavam automóveis. Quando estes passavam, o jogo parava e seguia depois. Desde essa época comecei a torcer pelo Clube de Regatas Vasco da Gama.

Estudei em escola pública (primário) e depois fui para escolas particulares. Não tive problemas com estudos, pois gostava de estudar.

Em 29 de fevereiro de 1956 fomos morar próximo ao Estádio do Maracanã. Que maravilha! Nesse mesmo dia, à noite, meu pai me levou para assistir um jogo de futebol.

Pratiquei basquetebol na adolescência, tendo integrado equipes do SENAI – Maracanã e da Associação Atlética Vila Isabel.

Essa fase passou. Vieram preparações para a Faculdade. Eu desejava ardentemente ser médico. Trabalhava de dia em um banco e à noite ia para o curso pré-vestibular. Tudo deu certo. Em 1963, obtive aprovação no exame vestibular para Medicina.

Como fui obrigado a não trabalhar mais no banco, eu precisava de dinheiro para tocar a minha vida de estudante. Depender do dinheiro de meu pai não era coisa de que eu gostava, muito embora ele, com salário bem pequeno “segurava a peteca” juntamente com o trabalho domiciliar de costureira que minha mãe fazia. Surgiu um trabalho no Jóquei Clube Brasileiro. Trabalhava nos finais de semana e o pagamento era bom.

Durante o período em que cursei a Faculdade, eu fui Diretor Social do Diretório Acadêmico. Era eu quem organizava as festas na Faculdade. Assim se passaram quatro anos até que precisei me dedicar exclusivamente à Medicina. Isto em 1968.

Na parte do estudo da Medicina e a consequente prática, trabalhava em plantões em hospitais e casas de saúde, alguns remunerados, poucos, e outros não. Muito aprendi na área médica com tais atividades.

Enfim, 13 de dezembro de 1968, colação de grau, Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Nossa turma teve como patrono Juscelino Kubitschek de Oliveira.

Uma fez formado, fui prestar o Serviço Militar na Aeronáutica, onde inicialmente fiquei por quatro anos. Depois prestei concurso e passei a pertencer ao quadro efetivo. Ainda nessa época fui trabalhar no INPS.

Em setembro de 1974, pela vez primeira fui morar em outra cidade – Belém/PA. A Aeronáutica me designou para lá. Servi no Hospital da Aeronáutica de Belém, onde desempenhei as funções não só de médico como de oficial de Relações Pública. Servi na Amazônia, viajei pelo seu interior, conheci localidades que literalmente não estavam no mapa. Conheci mosquitos de todos os tamanhos e tons musicais.

Em Belém, ocorreu um grande momento da minha vida quando nasceu meu filho Carlos Augusto, fruto da minha união com Angela Maria.

A partir de fevereiro de 1978, fui destacado para Médico de Esquadrão na Base Aérea de Natal. Participava diretamente da formação dos pilotos militares.

Em 1979, retornei ao Rio de Janeiro. Passei a desenvolver meu trabalho junto à Aeronáutica e INAMPS no Rio de Janeiro.

Em outubro de 1980 conheci Suelí. Amor à primeira vista (pelo menos de minha parte). Namoramos e casamos em 27 de setembro de 1984, numa quinta-feira.

No final de 1988, comecei a estudar desenho e pintura na Severo Arte e Galeria em Niterói/RJ.

Um belo dia reencontrei Octacílio, um ex-colega do Colégio São Jose, RJ. Depois de conversas e visitas à sua casa, ele nos disse que estavam de mudança para Curitiba. Depois de instalados nos convidaram e viemos conhecer a cidade de Curitiba. Posteriormente, mudaram de residência indo se fixar em Pinhais. Certo dia em que estávamos visitando-os, constatamos que havia uma casa à venda na mesma rua em que residiam. Resumindo: compramos a casa e onde fomos morar em 1989. Por essa época, já iniciava o meu desligamento da Aeronáutica.

Hoje resido na cidade de Curitiba, no bairro das Mercês.

Já morando em Pinhais, trabalhei algum tempo ainda como médico e me aposentei.

Passei a frequentar ateliês de pintura e desenho para aprimorar meu trabalho. Hoje tenho minha linguagem própria e meu próprio ateliê. Já participei perto de trezentas exposições.

Na década de 90, participei de formações em áreas terapêuticas não médicas como Florais de Bach, Aromaterapia, Renascimento, Meditações, Xamanismo e outras.

Em 1997, ocorreu uma grande transformação na minha formação médica – iniciei o estudo da Acupuntura. Digo isso porque as conceituações propostas pela Acupuntura colidiam de certa forma com as ideias da medicina ocidental. Comecei a estudar Acupuntura no Centro de Estudos de Acupuntura do Paraná (CESAC-PR) e recebi o título de Especialista em 1999. Tive como professores Mario Carbonar, Claudia Manoel, Augusto Weber Fo. No complemento da minha formação de médico acupunturista destaco os ensinamentos do Dr. Tran Viet Dzung médico francês. Desde 1999, me dedico com afinco a esta forma de tratamento.

Por diversas ocasiões tenho sido convidado para ministrar aulas no curso de pós-graduação em Acupuntura no CESAC-PR. Em paralelo ocupei diversos cargos nas diretorias das Sociedades Médicas de Acupuntura do Paraná e Colégio Médico de Acupuntura do Paraná.

A Acupuntura me proporcionou também ser professor da Cadeira de Acupuntura da Faculdade de Medicina Evangélica do Paraná e redator do jornal “O Ponto” publicação divulgadora da Sociedade Médica de Acupuntura do Paraná.

Em 1999, tomei conhecimento de uma forma de trabalho terapêutico que simplesmente lida com o que somos e fazemos hoje, relacionando-se aos nossos antepassados. São as Constelações Familiares. Já tive oportunidade de participar de vários trabalhos nessa área, inclusive minha esposa Suelí é terapeuta formada nessa área.

No presente, estou escrevendo um livro sobre Acupuntura. Anteriormente plantei árvores e tive um filho.

Reconhecimento especial

É preciso que seja dito que as minhas mudanças para Pinhais e depois Curitiba, provocaram uma grande mudança, para melhor, no meu estilo de vida. Meus locais de residência, sempre amplos, arejados, claros, receptivos. A acolhida por parte das pessoas que tivemos, quando chegamos em definitivo, vizinhos, comércio, bancos, escolas nos deixaram muito tranquilos quanto ao nosso futuro aqui. Na parte de trabalho como médico, sempre fui muito bem acolhido pelos colegas e instituições.

Economicamente, foi uma mudança deliciosamente diferenciada, nada tendo a reclamar.

Na parte de Artes Plásticas, foram oferecidas muitas oportunidades de estudo e desenvolvimento do meu trabalho. Destaco, nessa área, a minha participação como representante do Paraná no Painel Brasileiro de Arte Contemporânea realizado em Brasília/1995.

Particularmente destaco os Museus Alfredo Andersen  e Guido Viaro, professores Bruno Mrosk, Ronald Simon, Cristina Mendes e Edilson Viriato.

Tudo o que sou hoje agradeço primeiramente ao Criador, porque sem ele nada seria possível. Aos meus antepassados minha gratidão. Graças a eles estou hoje onde estou e como estou. Muito bem.

Meu pai e minha mãe, pais perfeitos para mim.

Suelí – minha esposa. Mulher e esposa excepcionais. Corajosa, atenta, observadora e companheira. Muitas coisas agradáveis e desagradáveis passamos juntos nos apoiando e graças ao Criador estamos aqui e agora.

 

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