Antonio Lacerda Braga Neto (2017) Direito – Curitiba – Paraná

Mais conhecido como Tota Braga, nasci em Curitiba no ano de 1941, no dia 20 de junho em plena Segunda Guerra Mundial.

Meu pai, Ney Amintas de Barros Braga, duas vezes governador do Paraná, era, então, tenente do exército, casado com Maria José Munhoz da Rocha a qual recebeu, ao casar-se, o nome de Maria José da Rocha Braga, a Zezé. Minha mãe era irmã de Bento Munhoz da Rocha Neto e filha de Caetano Munhoz da Rocha, ambos ex-governadores do Estado por dois mandatos.

Há um episódio curioso sobre meu pai Ney Braga quando, no interior do Estado, em campanha para governador encontrou-se ocasionalmente com Jayme Canet Jr, que lhe foi curto e grosso: “Ney você fazendo campanha, viajando de ônibus pelo Paraná, não vai ganhar nunca essa eleição!” Jaime Canet se tornou, em seguida, o grande cabo eleitoral do meu pai, convocando o empresariado para apoiá-lo financeiramente.

Em junho de 1944, meu pai foi transferido para Itú em São Paulo. Após quinze dias, minha mãe faleceu naquela cidade vítima de tifo. Voltando para Curitiba e após o enterro dela, na capela dos Munhoz da Rocha, em plena madrugada chuvosa eu, meu irmão Caetano, minhas duas irmãs, Silvia e Stela, fomos deixados aos cuidados de meus avós Antonio Lacerda Braga e Semiramis, esta conhecida como Mirazinha.

Não foi fácil, pois, perder nossa mãe criou um vazio enorme em nossas vidas. Caetano com cinquenta e oito dias, eu com três anos, Silvia com quatro e Stela Maria com dois. A única segurança que tínhamos foi o carinho e dedicação que recebemos de uma senhora, a nossa babá, Maria da Luz dos Santos, a quem chamávamos simplesmente de UXE.

Os anos foram passando e eu já com onze anos, fomos morar na Rua Generoso Borges 316, conhecida como Bragalândia, no Batel. Meu avô Antonio foi exemplo de vida para mim, como para a própria cidade de Curitiba, ele dono da Aranha S/A, foi o construtor de edificações históricas e reconhecida até hoje como os edifícios Asa, Wawel e Lustosa, entre outros.

Da mesma forma, não posso esquecer, tanto quanto a própria história, a presença de valor do meu bisavô Amintas de Barros, o inesquecível herói do “Cerco da Lapa”.

Da adolescência vivida entre o Colégio Santa Maria e, nas férias, nadando na Sociedade União Juventus, onde hoje é o Angeloni, chegou o momento de prestar vestibular. Optei por cursar Direito e assim o fiz na então Faculdade Católica, hoje conhecida como PUC. Minha turma foi a primeira a ser formada no Prado Velho. Antes disso, a Faculdade ficava na Praça Rui Barbosa. Nessa época, dividi meu tempo entre a Faculdade e o exército a quem servi na arma de Infantaria.

Comecei, então, a trabalhar, aos 18 anos, no Banco Nacional de Minas Gerais que ficava na Rua XV. Sai do Banco para poder servir o exército e cursar a Faculdade. Sem emprego e querendo me casar, fui conversar com o então Deputado Antonio Ruppel que, contra a vontade de meu pai, nomeou-me como Assessor Legislativo. Na Alep conheci grandes e honrados políticos.

Promovido, após alguns anos,  a Secretário de Comissão assumi o setor da Redação Final. Foram mais de dez anos como Secretário onde tive a oportunidade de conviver com Erondy Silverio, Candido Manoel de Oliveira, Arnaldo Buzato, Fabiano Braga Cortez, Ivo Thomazoni, Agnaldo Pereira, João Antonio, Werner Wanderley e outros que honravam seus mandatos. Devo muito ao saudoso colega Lelio Sottomaior que me ensinou tudo sobre aquela Secretaria.

Pela manhã, assessorava algumas empresas na área de Imposto de Renda pois o expediente na Alep era no período da tarde. Para complementar minha renda assumi um programa na rádio Colombo, “O Povo Quer Saber”, a convite do meu amigo e colega Rafael de Lala. Eu gravava entrevistas, após o expediente na Assembleia, e o programa ia ao ar   às 23 horas.

Tive três filhas com Ieda Lúcio Pimpão, com quem me casei em 1965, a Andrea, Ana Paula e Ana Carolina que me deram cinco netos e duas netas maravilhosas e guerreiras. Andréa, casada com Clayton Bortolotti, é mãe das minhas netas gêmeas Mariana e Luiza e dos gêmeos Tiago e André. A outra filha Ana Paula, que foi casada com Rui Kern, é mãe do meu neto Antonio Henrique. E Ana Carolina, que foi casada com Nilson Righi, é mãe de também de gêmeos: Pedro e Gustavo.

Nas idas e vindas de minha vida dedicada ao trabalho e à família, conheci amigos que muito me honraram. Poderia citá-los um a um, mas, são tantos que precisaria escrever uma nova biografia só com os nomes deles e delas. Entretanto, faço questão de nominar o incrível e batalhador Luiz Renato Ribas.

Coloco minha vida e das minhas filhas nas mãos de Deus, pois Andrea fez auto transplante de medula e faz quimio nestes últimos dez anos orientada pelo excelente médico Dr.Pasquini.

 Ana Paula, com diabetes tipo Um, desde os dez anos, teve que operar o coração após um infarto. Ana Carolina vive com meus netinhos gêmeos de dez anos nos Estados Unidos a convite de uma multinacional.

Finalmente hoje, para minha surpresa, após exames de rotina, estou em tratamento com radioterapia na próstata. Graças a Deus encontrei na Uriclínica e na Oncovile,

médicos maravilhosos, atendentes e enfermagem de primeira.

Trinta anos com Ieda e, agora, vinte e três com Simone Andreassa, tenho pleno apoio de ambas para acreditar que, com a fé em Deus, tudo será superado.

Hoje, aposentado, dedico meu tempo à família, ao Rotary Clube Parque Barigui e aos meus momentos de academia.

Mais conhecido como Tota Braga, nasci em Curitiba no ano de 1941, no dia 20 de junho em plena Segunda Guerra Mundial.

Meu pai, Ney Amintas de Barros Braga, duas vezes governador do Paraná, era, então, tenente do exército, casado com Maria José Munhoz da Rocha a qual recebeu, ao casar-se, o nome de Maria José da Rocha Braga, a Zezé. Minha mãe era irmã de Bento Munhoz da Rocha Neto e filha de Caetano Munhoz da Rocha, ambos ex-governadores do Estado por dois mandatos.

Há um episódio curioso sobre meu pai Ney Braga quando, no interior do Estado, em campanha para governador encontrou-se ocasionalmente com Jayme Canet Jr, que lhe foi curto e grosso: “Ney você fazendo campanha, viajando de ônibus pelo Paraná, não vai ganhar nunca essa eleição!” Jaime Canet se tornou, em seguida, o grande cabo eleitoral do meu pai, convocando o empresariado para apoiá-lo financeiramente.

Em junho de 1944, meu pai foi transferido para Itú em São Paulo. Após quinze dias, minha mãe faleceu naquela cidade vítima de tifo. Voltando para Curitiba e após o enterro dela, na capela dos Munhoz da Rocha, em plena madrugada chuvosa eu, meu irmão Caetano, minhas duas irmãs, Silvia e Stela, fomos deixados aos cuidados de meus avós Antonio Lacerda Braga e Semiramis, esta conhecida como Mirazinha.

Não foi fácil, pois, perder nossa mãe criou um vazio enorme em nossas vidas. Caetano com cinquenta e oito dias, eu com três anos, Silvia com quatro e Stela Maria com dois. A única segurança que tínhamos foi o carinho e dedicação que recebemos de uma senhora, a nossa babá, Maria da Luz dos Santos, a quem chamávamos simplesmente de UXE.

Os anos foram passando e eu já com onze anos, fomos morar na Rua Generoso Borges 316, conhecida como Bragalândia, no Batel. Meu avô Antonio foi exemplo de vida para mim, como para a própria cidade de Curitiba, ele dono da Aranha S/A, foi o construtor de edificações históricas e reconhecida até hoje como os edifícios Asa, Wawel e Lustosa, entre outros.

Da mesma forma, não posso esquecer, tanto quanto a própria história, a presença de valor do meu bisavô Amintas de Barros, o inesquecível herói do “Cerco da Lapa”.

Da adolescência vivida entre o Colégio Santa Maria e, nas férias, nadando na Sociedade União Juventus, onde hoje é o Angeloni, chegou o momento de prestar vestibular. Optei por cursar Direito e assim o fiz na então Faculdade Católica, hoje conhecida como PUC. Minha turma foi a primeira a ser formada no Prado Velho. Antes disso, a Faculdade ficava na Praça Rui Barbosa. Nessa época, dividi meu tempo entre a Faculdade e o exército a quem servi na arma de Infantaria.

Comecei, então, a trabalhar, aos 18 anos, no Banco Nacional de Minas Gerais que ficava na Rua XV. Sai do Banco para poder servir o exército e cursar a Faculdade. Sem emprego e querendo me casar, fui conversar com o então Deputado Antonio Ruppel que, contra a vontade de meu pai, nomeou-me como Assessor Legislativo. Na Alep conheci grandes e honrados políticos.

Promovido, após alguns anos,  a Secretário de Comissão assumi o setor da Redação Final. Foram mais de dez anos como Secretário onde tive a oportunidade de conviver com Erondy Silverio, Candido Manoel de Oliveira, Arnaldo Buzato, Fabiano Braga Cortez, Ivo Thomazoni, Agnaldo Pereira, João Antonio, Werner Wanderley e outros que honravam seus mandatos. Devo muito ao saudoso colega Lelio Sottomaior que me ensinou tudo sobre aquela Secretaria.

Pela manhã, assessorava algumas empresas na área de Imposto de Renda pois o expediente na Alep era no período da tarde. Para complementar minha renda assumi um programa na rádio Colombo, “O Povo Quer Saber”, a convite do meu amigo e colega Rafael de Lala. Eu gravava entrevistas, após o expediente na Assembleia, e o programa ia ao ar   às 23 horas.

 Tive três filhas com Ieda Lúcio Pimpão, com quem me casei em 1965, a Andrea, Ana Paula e Ana Carolina que me deram cinco netos e duas netas maravilhosas e guerreiras. Andréa, casada com Clayton Bortolotti, é mãe das minhas netas gêmeas Mariana e Luiza e dos gêmeos Tiago e André. A outra filha Ana Paula, que foi casada com Rui Kern, é mãe do meu neto Antonio Henrique. E Ana Carolina, que foi casada com Nilson Righi, é mãe de também de gêmeos: Pedro e Gustavo.

Nas idas e vindas de minha vida dedicada ao trabalho e à família, conheci amigos que muito me honraram. Poderia citá-los um a um, mas, são tantos que precisaria escrever uma nova biografia só com os nomes deles e delas. Entretanto, faço questão de nominar o incrível e batalhador Luiz Renato Ribas.

Coloco minha vida e das minhas filhas nas mãos de Deus, pois Andrea fez auto transplante de medula e faz quimio nestes últimos dez anos orientada pelo excelente médico Dr.Pasquini.

Ana Paula, com diabetes tipo Um, desde os dez anos, teve que operar o coração após um infarto. Ana Carolina vive com meus netinhos gêmeos de dez anos nos Estados Unidos a convite de uma multinacional.

Finalmente hoje, para minha surpresa, após exames de rotina, estou em tratamento com radioterapia na próstata. Graças a Deus encontrei na Uriclínica e na Oncovile,

médicos maravilhosos, atendentes e enfermagem de primeira.

Trinta anos com Ieda e, agora, vinte e três com Simone Andreassa, tenho pleno apoio de ambas para acreditar que, com a fé em Deus, tudo será superado.

Hoje, aposentado, dedico meu tempo à família, ao Rotary Clube Parque Barigui e aos meus momentos de academia.

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