Algaci Tulio (2011) Rádio – Areias (Rio Branco do Sul) – Paraná

Sou filho de Albina Zonatto Tulio e João Tulio, descendentes de italianos, nascidos em Santa Felicidade, que emigraram para Areias distrito de Rio Branco do Sul, onde constituiram uma familia de onze filhos.

Vivi em Areias até os dez anos quando viemos morar no bairro do Ahú em Curitiba. Estudei na Escola Municipal do Ahú. Em 1958, servi o exército no 20 RI no Bacacheri. Estudei Ciências Contábeis na faculdade de Plácido e Silva. Sou casado com Raquel de Fatima da Silveira Tulio e temos 6 filhos, Fábio, Marcelo, Fernanda, Algaci Jr, Thais e Heittor.

Meu primeiro emprego foi no Gualicho Lotérico, depois no Banco Inco, H. Schenaiker Importadora e lojas Az de Espadas. No rádio esportivo comecei na Marumbi, depois Emissora Paranaense e Colombo. Como repórter policial, iniciei em 1965 na PRB-2,na “Revista Matinal” do famoso Arthur de Souza. Estive também nas rádios Cultura, Universo e Independência onde fiquei durante onze anos, retornando à Rádio Clube Paranaense, por mais doze anos, onde sofri um infarte ainda com o microfone na mão, salvo por uma cirurgia de emergência, com a implantação de três stents. Aposentado, passei a morar em Guaratuba onde, durante dois anos atuei no rádio local.

Atuei, como repórter policial, também na televisão, começando pelo pioneiro Canal 12, depois no Canal 6, da família Martinez e no canal 4 do ex-governador Paulo Pimentel; também fiz trabalhos para os jornais Paraná Esportivo, Diário do Paraná, Tribuna e O Estado do Paraná. Numa ocasião, critiquei a Justiça, por ter permitido a instalação de um teleférico, sem condições ideais, no Morro de Matinhos, que ocasionou um acidente fatal, com vários feridos e três mortes. Pela crítica, acabei processado pela juíza responsável pelo caso e condenado, por danos morais, a pagar R$ 10 mil reais, que por esquecimento do meu advogado, acabou, anos depois, em 120 mil reais.

Tal a popularidade que o rádio me dava, estimulado pelo deputado Erondi Silvério, fui convidado pelo ex-governador Ney Braga, a me candidatar, pelo PSD a vereador, tendo sido eleito em 1982, em primeiro lugar com 13 mil votos. Na época, o vereador com dois mandatos, podia se aposentar com quase 70% do seu salário. Junto com Rafael Greca e mais quatro vereadores, iniciamos os debates para o fim dessa aposentadoria sustentada em parte com dinheiro do orçamento da Prefeitura. Com apoio da sociedade, conseguimos pôr fim à essa aposentadoria dos vereadores. Em 1986, novamente fui eleito como o vereador mais votado.

Me candidatei, em 1988, a deputado estadual e fui o mais votado em Curitiba e o quinto no Estado.  Na época, o deputado com dois mandatos poderia se aposentar através de um fundo mantido pelos parlamentares, mas que também era reforçado por dinheiro do tesouro estadual graças aos impostos da sociedade. Iniciamos uma campanha para eliminar esse previlégio e saímos vencedores, entre tantos outros projetos. Reeleito em 1992. reeleito em 1996 e em 2000. Fui segundo vice-Presidente da casa, assumi a presidência de diversas comissões internas. presidi diversas CPIs-Comissões Parlamentares de Investigações. Uma das grandes lutas foi na batalha para não vender a Copel, onde tive grande participação nos debates e nos movimentos de rua que protestavam contra essa medida do Governo de Jaime Lerner.

E claro, não posso deixar de registrar a grande eleição a Governador, em 1988, a famosa “vitória dos 12 dias”, quando, como candidato, abri mão em favor de Jaime Lerner, optando pela vice-governadoria. Nos quatro anos de nossa gestão, assumi a prefeitura por 29 vezes. Um resultado inesquecível que repercutiu Brasil afora.

E, em nova eleição, mais uma vez abri mão da minha candidatura à Prefeitura de Curitiba, em favor do Cassio Taniguchi indicado por Jaime Lerner. O fiz em respeito a um pedido muito pessoal da Fani Lerner: “Algaci você precisa ajudar o Cassio e ao Jaime. Aceite ser vice para a gente ganhar essa eleição e não deixar os adversários estragarem tudo que fizemos. Faça isso por mim”.

Abri mão, mas solicitei que as despesas que tive com a minha estrutura eleitoral, avaliada em R$ 200 mil reais, fosse indenizada. O grupo do Lerner prometeu, mas não cumpriu provocando o crescimento da dívida no Banestado, a quase R$ 2 milhões, face a renovações do empréstimo bancário feitas pelo responsável do grupo, sempre com meu nome envolvido. E o pior, foi aberto um inquérito e acabei condenado a prisão, em regime aberto, por 7 anos, juntamente com mais 21 pessoas. O processo foi para a Justiça Federal, em Porto Alegre e acabamos absolvidos. Mas fui o grande perdedor, às vésperas das eleições, buscando meu quinto mandato na Assembleia, obtive pouco mais de 23 mil votos não sendo reeleito, mas “premiado” com um infarto quase fatal.

Foi pela mão do Governador Requião, que não esperava, minha nomeação para assumir  e  recuperar o Procon-PR , sediado em um prédio em precárias condições prejudicando o trabalho dos funcionários e o atendimento à população. Providenciei a mudança para um prédio na Cruz Machado, onde, em uma parte, já funcionava a Defensoria Pública e o transformei em “espaço da cidadania”. Foram 3 anos de grandes avanços, com diversas ações na justiça, fiscalizações e o desencalhe de quase 2 mil processos empoeirados.

Ainda no Governo de Roberto Requião, licenciado para concorrer ao Senado, fui convocado para assumir a recém-criada criada Secretaria de Estado para Assuntos da Copa do mundo. Como o Estado estava entre os que sediariam jogos, tivemos um trabalho muito grande na escolha do local dos jogos, criar comissões temáticas, participar de convenções no Rio de Janeiro e Brasília. Estive na partida final na Copa da África do Sul numa delegação do Governo. Tivemos um importante trabalho em parceria com a Prefeitura de Curitiba para o encaminhamento e discussões dos projetos de urbanização, transporte, meio ambiente, segurança, saúde que eram exigidos pela FIFA. Um dos grandes desafios e que poderiam levar o Paraná a deixar de sediar jogos, foi a dívida que o Estado tinha com o Governo Federal e a dificuldade de endividamento para os projetos da Copa, uma vez que o Estado estava inadimplente e estava no Seproc. Tivemos muitas dificuldades com idas e vindas a Brasília e só conseguimos limpar o nome do Estado, no último dia do prazo que tínhamos. Nesse meio tempo o Governador Pessuti estava em companhia do Presidente da República em Foz do Iguaçu e lá seriam assinadas algumas tratativas da Copa. No avião do Governo do Estado me desloquei direto a Foz, em tempo ainda de pegar as assinaturas do Presidente. Com isso pudemos encaminhar os projetos exigidos pela FIFA ao Governo Federal para os repasses dos recursos.

Como voluntário colaborei (22 anos) com Pequeno Cotolengo do Paraná; com a Associação de Apoio a Criança com Neoplasia; com o Instituto Paranaense de Cegos; com a Associação do Hospital São Roque; com a Rede Feminina de Combate ao Câncer do Hospital Erasto Gaertner; com o Recanto dos Idosos no Tarumã e com Asilo São Vicente de Paula. Hoje estou afastado pela minha mudança de domicílio para Guaratuba.

Fui jogador do Infanto Juvenil do Coritiba na década de 50 e jogador amador e na década de 60 pelo Rio Branco Esporte Clube do Ahú, campeão pela Rádio Emissora Paranaense, no campeonato dos radialistas e pelo Banco INCO, no campeonato dos bancários.

Sou Católico, fui coroinha até os 17 anos na Paróquia de Santa Cruz(hoje N.S.Medianeira) no bairro Ahú. Sou da Pastoral da Liturgia na Paróquia de Nossa Senhora do Bonsucesso em Guaratuba.

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